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Criação de peixes: importância das proteínas

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As proteínas são os principais constituintes orgânicos dos tecidos dos peixes, perfazendo 65 a 75% da matéria seca corporal. Portanto, elas correspondem ao nutriente de máxima importância, pois são os componentes constituintes do organismo animal em crescimento e, entre outras, são responsáveis pela formação de enzimas e hormônios.

Farelo de Soja

Amplamente empregado na formulação de rações para peixes, pode ser encontrado nas mais diversas regiões do país, com preço variável. A qualidade desse alimento pode sofrer influências de fatores chamados antinutricionais que podem comprometer o desempenho dos animais. Portanto, a torragem adequada da soja antes do preparo da ração é fundamental para bloquear a ação desses fatores.

Farinha de peixe

É um subproduto desidratado e moído, obtido pela cocção do peixe integral, do corte de órgãos ou de ambos, após extração parcial do óleo. Apresentam equilíbrio ideal em aminoácidos essenciais e é
importante fonte de fósforo e microminerais (zinco, manganês, cobre, selênio e ferro) aos peixes. A farinha de peixe, grande fonte de proteínas da ração, além de ser um flavorizante, nem sempre é de boa qualidade, fazendo com que a ração fabricada seja inferior, com baixo nível de aproveitamento pelos peixes. Outras fontes de proteínas podem ser utilizadas, como farinha de carne, torta de mamona, de amendoim ou de soja.

Farelo de algodão

Caracteriza-se por apresentar alto nível de proteína; porém, também apresenta fatores antinutricionais, o que limita sua utilização a níveis preestabelecidos, de acordo com cada espécie.

Farelo de amendoim

Este alimento, embora tenha níveis bons de proteína, apresenta alguns problemas de utilização, tais como: alto teor de óleo, tornando-se susceptível à rancidez; pode apresentar contaminações por fungos (aflatoxinas), entre outros.

Farelo de canola

O uso deste alimento nas rações de peixe ainda não foi muito estudado, mas acredita-se que seja uma fonte potencial de origem vegetal. .

Concentrados proteicos de origem vegetal

Em muitos casos, estes concentrados se assemelham à farinha de peixe quanto ao nível proteico. Geralmente, podem ser incluídos nas rações em maior quantidade que os farelos. Exemplos: concentrado proteico de soja, concentrado proteico de colza, concentrado proteico de folhas de diferentes plantas.

Farinha de carne e ossos

É um alimento proteico de origem animal, que tem limitações quanto à sua inclusão nas rações, muitas vezes atribuída aos altos teores de cálcio e fósforo nela presentes.

Farinha de sangue

Na maioria das vezes, a digestibilidade deste alimento é baixa para os peixes, devido ao processamento inadequado. A qualidade do produto deve ser a melhor possível, para evitar problemas posteriores.

Levedura

Trata-se de um subproduto da indústria alcooleira, sendo que sua disponibilidade no mercado tem aumentado nos últimos anos.

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